Depois da festa
Quem a vê não percebe, mas ela carrega dentro de si seus vícios. Já bebeu, já fumou e já jogou. Tanto isso é verdade que quando alguém descobre se surpreende. O engraçado é que ela fica pasma com o espanto dessas pessoas: "Por que? Qual o problema?" E isso sempre acontece porque sempre os controlou muito bem. E não é por vergonha ou achar que ter vícios seja um erro. Afinal, para ela, feio e bonito, verdade e mentira, certo e errado, são coisas muito relativas. Não passam de pontos de vistas. Os controla simplesmente porque não admite que nada (ou quase nada) nem ninguém (ou quase ninguém) sejam maior do que sua própria força de vontade. Ela segue, na cabeça dela, o pensamento de Cazuza: "Faço o que quero, quando quero e até quando quero." Ou seja, se ela bebe, fuma ou joga é porque ela quer beber, fumar ou jogar e não porque o corpo dela necessita ou alguém lhe disse: "Vai, faz!" Isso não quer dizer que ela já não deu seus vacilos. Já, já sim... Tem uns ...