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Mostrando postagens de agosto, 2012

Lua

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E mais uma vez vejo a história se repetir. Muda o cenário e alguns atores, mas o enredo é o mesmo. Ilusão. Iludimo-nos com nossa própria ilusão. Depois se vão e sem explicação, criam-se novas ilusões. Mas eu não me canso. E aquela menininha romântica ainda existe. Mora aqui dentro e insiste. Hoje já não é mais a mesma. Já apanhou muito e também já bateu. Está fraca, debilitada, definhando. Não tem mais tantos sonhos e nem acredita tanto, mas insiste. E eu acho isso bonito. Tem medo que ela vá embora de vez. No fundo, não quero isso. Por isso, fujo. Corro e saio do teatro. Não quero mais esse papel. Nem esse palco. Se for para sofrer e fazer sofrer, chega! Não quero deixá-la morrer... Afinal, ela é quem me faz viver. Crer em que algo bom ainda está por vir. Não posso fechar os olhos e deixar de andar. Preciso ser outros personagens. Em outros teatros, palcos. Mais uma vez outras histórias, contar.

Eis hoje o meu eu assim...

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Signos

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" Meu canto hoje dobra as tuas notas /  Me olhas como se fosse normal /  Me coro ao seguir a tua rota /  Meu abraço te amarrota /  Meu estranho natural" (Maria Gadú) E essa noite sonhei mais uma vez contigo. E eu gosto disso. Saber que ainda temos alguma sintonia. Sei que sentes minha falta, como sinto de ti. Podes dizer que isso é loucura e até negar... Tudo bem... Não dou a mínima para isso. Porque vejo em teus passos que procuras me esconder de dentro de ti. Ages como se eu não existisse, mas dai eu não saio. E até onde fui, arrisco a dizer que ninguém chegou lá, tão profundo. E é por essa razão que assim, de forma não sei se pensada, em teu jeito naturalmente displicente sempre arranjas uma forma de me dizer: 'Oi, eu estou aqui.' O problema é o dia seguinte, que fica estranhamente interminável. É sempre assim. E enquanto isso eu vou escrevendo sobre mim e um pouco de ti. Acreditas em signos? Acredito, mas não sigo à risca. Sou d...

Espírito

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♫Não é você, nem sou mais eu. Adeus meu bem. Adeus! Adeus! Você mudou, mudei também♫ (S. Brito / T. Neto) Aos poucos vou me revelando. Vou me assumindo, me mostrando. E para isso vou abrindo velhas portas. Portas de velhos baús. Baús empoeirados, cheios de memórias... Recentemente, nessa busca, abri um. Nossa... Que sensação estranha! Lembrei de uma pessoa, de um sentimento, de uma história... Tão distante... E de repente tão próxima! Vivi toda aquela época naquele instante... Não que estivesse esquecido desse capítulo da minha vida, mas foi diferente. Lembrei de sua real importância e de que houve um ponto. Mas terá sido final? Como será que está? Lembra de mim? Pensa em mim? O que mudou naquela rota, a partir daquele ponto? E comigo, o que terá acontecido de lá pra cá? Parei e pensei... Será que se tornasse esse meu passado, o meu atual presente, melhoria meu futuro? Alegraria minha vida tão ultimamente pacata? Não sei....