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Mostrando postagens de janeiro, 2014

Vem comigo?

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Não espere que eu siga normas. Sigo o meu instinto. Se ele disser - Fica! - eu fico. E então obedeço as regras. Mas isso não quer dizer que eu as aceite. Nem que eu quebre a cara. Não! Apenas tento me resguardar de mais feridas. Nem sempre dá certo, é verdade! Porém, é preciso atravessar essa selva humana. E quero não ter muitas cicatrizes. Porque dissabores não são como a água. Insípida. Eles tem sabores sim! E na maioria das vezes são amargos.

Estado Natural

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Pode parecer estranho, mas gosto quando dou por mim e já estou assim; semi-presente nos lugares. Chego e começo a observar as pessoas em suas conversas. Tento até participar, mas confesso que é demasiadamente chato tudo isso. Daí, em instantes estou no meu mundinho. Fico pensando em nós... Nossas risadas e nosso consolos. Difícil é ter que voltar às pressas por que alguém me chama e quer minha opinião sobre... Sobre o quê mesmo? Então mais que rápido, tenho que voltar ao planeta Terra e dar uma daquelas minhas já clássicas respostas, rápidas e cortantes, sem sequer na maioria das vezes olhar nos olhos do sujeito: "Depende de muita coisa..." E, num encontro dos cílios, volto para dentro de mim e assim viajo para perto de ti...

Carta de uma menininha à sua mãe (e que nunca será entregue)

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Querida mamãe, Antes de mais nada queria lhe pedir perdão. Porque daqui a alguns anos eu não conseguirei mais tentar ser o que a senhora quer quem eu seja. Eu vou entrar na adolescência e começar a descobrir uma porção de coisas que agora como criança eu não compreendo. Irei descobrir o amor e a revolta. E tudo irá mudar. Vou cansar de me ocultar em comportamentos que não meus para lhe agradar. Vou perceber que mesmo tentando ser quem não sou, jamais irei ser seu motivo de orgulho... A partir desse momento começarei uma pequena e destruidora rebelião. Calada não vou fazer estardalhaço, porém aos poucos vou revelando a minha verdadeira face. Vou me tornar irresponsável, esquecerei datas e compromissos importantes. Vou largar os estudos. Irei sempre chegar atrasada em qualquer compromisso, porque vou querer ficar acordada até tarde sonhando com uma irreal liberdade. Os meus sonhos infantis como a de ser bailarina, sabe, vai ficar pra trás. E para piorar serei mãe solteira. Agora a...

Sobre a conversa de ontem a noite

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(Ela olhou e disse: "Me olhas e não me entendes. Porque é fácil para ti. Não sentes o que eu sinto. E não me culpe por isso. És frio. És um espelho!") Saiu e seguiu como sempre. Todos os dias. Sua rotina, sem muita rotina. E como sempre riu de muita coisa, mesmo daquelas que não deveria ter rido. Falou algumas besteiras. Observou bastante e ficou a maior parte do tempo calada. As palavras somem de vez em quando. Fica atônita por saber o que quer e não saber como dizer. Chora. Corre. Foge. Quando finalmente, se sente segura no refúgio de seu mundo, um lugar escuro onde só ela é capaz de iluminar - só ela sabe onde fica o interruptor - ela escreve... Escreve horas a fio, reinventa suas verdades, brinca com suas mentiras. Aliviada de suas tensões, na maioria das vezes rasga todos aqueles papéis. As vezes ela envia e-mails com a seguinte observação: "Não é necessário responder. Mas caso queiras, faças assim; se for para criticar que seja pessoalmente, preciso ver teus...

Tocando em frente...

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2014!

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"Quero tudo novo de novo. Quero não sentir medo. Quero me entregar mais, me jogar mais, amar mais. Viajar até cansar. Quero sair pelo mundo. Quero fins de semana de praia. Aproveitar os amigos e abraçá-los mais. Quero ver mais filmes, ler mais. Sair mais. Quero não me atrasar tanto, nem me preocupar tanto. Quero morar sozinha, quero ter momentos de paz. Sorrir mais, chorar menos e ajudar mais. Quero ser feliz, quero sossego. Quero me olhar mais. Tomar mais sol e mais banho de chuva. Preciso me concentrar mais, delirar mais. Não quero esperar mais. Quero fazer mais, suar mais, cantar mais e mais. Quero conhecer mais pessoas. Quero olhar para frente. Quero pedir menos desculpas, sentir menos culpa. Quero mais chão, pouco vão e mais bolinhas de sabão. Quero ousar mais. Experimentar mais. Quero menos ”mas”. Quero não sentir tanta saudade. Quero mais e tudo o mais. E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha." (Fernando Pessoa)