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Mostrando postagens de janeiro, 2012

Avesso

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É estranho sim, mas sou assim. Mãe às avessas. Filha às avessas. Mulher às avessas. Amante às avessas. Amiga às avessas. Sentimentos? Sinto tudo assim. Ao contrário. Sou o oposto. E se assim não fosse, assim, eu, não seria... Já tentei mudar, mas não dá. Minha vida é toda errada. As vezes eu até que conserto. Mas numa curva eu dou o retorno. Não gosto de mim. No entanto acho que também não gostaria, se de outro jeito fosse. É complicado. Acho que é amor e ódio. Cansada de andar em círculos. Procurei uma linha quase reta. E até encontrei... Mas a vida dá voltas. E numa delas eu novamente (me) perdi... Mas, e agora sem tua companhia, será que um dia eu consigo a caminhar mais uma vez na estrada certa?

Crença

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E então deixa mais uma vez acreditar... Acreditar na poesia e na força de cada palavra. Acreditar no sonho e na força do pensamento. E deixa mais uma vez eu amar e me sentir amada. Crendo que o que sinto é verdade. E não uma ilusão do meu desatinado coração. Cansado de andar para frente, sempre olhando pelo retrovisor. Tropeçando, não esquece de cada passo deixado pra trás. Carrega cada dor e cada saudade, como consolo do que ficou. E então deixa tudo como está. Que na vida tudo se ajeita. A cada sorriso e abraço, continuo com o mesmo compasso. Pois só assim transformo cada lágrima em sorriso. E consigo chegar no fim da estrada. Só para descobrir que sou feliz sem saber. Sou feliz por que tenho você.

Aquarela

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Pois é... Tive sorte em ter pessoas que colorissem meus desenhos preto em branco... Que dessem rima a minha tristeza... Que alegrassem meu pranto. É que para cada dor, um sorriso... É a balança da vida! Então para nós que temos muros cinzas, a vida nos dá pessoas-aquarelas... E assim nos divertimos com as cores que elas depositam em nossos muros... Mesmo que seja breve, mesmo que a chuva venha e molhe, borre a pintura com sua água salgada de lágrima... É apenas para que depois a aquarela, solte a sua criatividade mais uma vez e assim vamos nos aprendendo a ser quem somos...

Dias de chuva.

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E assim, debaixo de chuva, vieste me ver, passando a morar em mim. Um menino sem voz, sem nome, sem cheiro. E com o rosto embaçado, pela curva do tempo, no meio da estrada. Tentando se esquecer de ser, para lembrar de ter, ficaste ali, perdido... Encontrando em mim, teu reflexo, vives agora habitando meus sonhos e pensamentos. Na esperança de um dia teres a voz, o nome, o cheiro e o rosto bem definido pelos toques da mão da vida.

Um brinde ao tempo

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Um ano se passou... E hoje vi uma estrela no céu. E além do pedido, uma pergunta: O que se pode fazer em um ano? Muita coisa! Umas grandiosas, decisivas. Outras pequenas, necessárias. E nesse tempo, o que passou? E o que ficou? Ficaram histórias e estórias. Marcas n'alma, na pele e no coração. Sentimentos dilacerados pela imaturidade. Sentimentos cultivados pela esperança. Sentimentos guardados pela ilusão. E entre nós, o que restou? Entre lágrimas, a saudade do que se viveu. Entre músicas, a certeza de existirmos. Entre palavras, a espera de um final feliz. O tempo passou... Aprendi tanto e um tanto ainda vou aprender. Aprendi a me amar e amar. Hoje eu não sei de você. Acho que nem você de mim. E do que sei só posso dizer: "Guardo você comigo." P.S.: Logo após escrever, deparo-me com essa foto lá pelo Facebook. Achei incrível a semelhança de sentido e sentimentos, por isso eu a escolhi para acompanhar o meu texto.

Diálogo entre meu espelho e eu

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-Ah! Pare já com isso! Acorda minha filha! -Mas... -Mas o quê? -Pode ser, não pode? -Poder, pode. Mas não sonhe. -Não sonhar? Quão cruel... -Está bem. Pode sonhar. Mas pouco. -Ei, o sonho é meu! E ele terá o tamanho que eu quiser, "tá bem, meu bem"? -Ok! Mas depois, não diga que eu não avisei... -Avisou? -Da queda. Quanto maior o sonho... -O sonho é meu, a queda é minha também... -O que eu quero dizer é que espere um pouco mais, antes de pensar algo a respeito. Tenha algo mais de concreto. Que seja direcionado de fato a você. -Como assim? -Linguagem poética. O que se escreve pode ser ou não. Sempre podemos dar mais de um sentido ao que está escrito, quando se trata desse tipo de texto. -É por isso que não gosto de você. -Por que? -É frio demais. Áspero! -Claro! Queria o quê? Sou um espelho! -Então, olhe bem dentro dos meus olhos. -Já olhei! -E? -Não gostei do que vi. -Por que? -Perdi você. O seu olhar não é mais seu. E sendo assim, não me vejo mais ne...

Um pequeno devaneio

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Stress... Tristezas... Dores... Doenças... O que me resta? Esperar... Enquanto espero, vivo o tempo que se passa... Relembro... Amores... Amizades... Músicas... E alguma poesia... Revendo fotos... Vendo videos novos de gente antiga... Rindo por fora... Chorando por dentro... E onde está meu pequeno devaneio? Bem hoje resolvi fazer uma viagem no tempo e numa busca proposital, encontrei alguns videos. Ao escutá-los senti extamente o que escrevi. Esse foi o terceiro video que vi. Os outros dois anteriores são deles também. Quem quiser conhecer é só clicar no video abaixo: Com vocês, Bonsalvage! P.S.: Os créditos do video estão no final do mesmo. Então achei desnecessário digitar tudo de novo :)

Fone de ouvido

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Quando minha mãe vê que estou com os fones nos ouvidos ela logo declara: "Quem usa fone de ouvido pra mim, é alienado." Óbvio que ela está me criticando, logo penso.  Porém, caso sua declaração seja verdadeira, gostaria que nos dias de hoje, ela pegasse um ônibus com algum bregueiro, por exemplo, ouvindo seus bregas nas alturas, sem o tal fone de ouvido, pois acredito que ela mudaria de ideia rapidinho... Pena que minha mãe não anda mais de ônibus. Só de carro ou a pé mesmo. Agora não tenho como saber se o que ela diz é de verdade ou da boca pra fora...

Brenda

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A essência do palhaço é triste. Minha essência é triste. Sou palhaça. O palhaço é justo. As vezes sou justa. As vezes sou palhaça. O palhaço é sensato. Acho que sou sensata. Acho que sou palhaça. A melhor alegria do palhaço é fazer com que os outros riam de sua desgraça. Essa talvez seja a minha maior alegria. A maior tristeza do palhaço é não ter outro palhaço de quem possa rir. E talvez essa seja a minha maior tristeza. E assim vou vivendo, disfarçando meu choro em sorriso. E  enganando a dor, vou abraçando e   beijando amores, meus dissabores... P.S.: Dedicado à Brenda, era para ser seu presente de aniversário em 16/12/11, mas a inspiração completa só veio dia 30/12/11...

Borboleta e Violão

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Tão diferentes e tão iguais. E uma amizade tão rara assim nasceu. Uma é fogo. A outra água. Uma tem impulso. A outra a cautela. Uma tem amor à vida. A outra nem tanto. Uma é terra. A outra é etérea. E assim vão se complementando... Enquanto uma dá asas, a outra da pés descalços no chão. O violão dá o ritmo ao vôo da borboleta. A borboleta dá a poesia ao som do violão. P.S.1: Texto criado em 2010 pela comemoração dos 20 anos de amizade entre Ana Paula (a borboleta) e eu (a violão) P.S.2: Foto gentilmente cedida por Chris Brand.