Me perdi, por entre palavras, tentando nos entender...
Comemoração do 140º Aniversário da Biblioteca Arthur Viana
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De 22 a 27 de março das 10:00h as 22:h. Ingressos para os shows: R$1,00 + 01 livro ou gibi em bom estado. Demais eventos (palestras, filmes, oficinas, cursos e exposições) entrada franca.
Como as vezes tenho raiva de mim. De ser quem e como sou. Como é que alguém pode ser tão incapaz assim? Deixar a melhor coisa que aconteceu em sua vida escapar. Não porque possa controlar tudo. Mas por ver a areia escorrer por entre os seus dedos. E não fazer algo para evitar isso. Como se isso fosse inevitável. E mesmo assim sem ter culpa, carrega toda a culpa do mundo. E como punição tenta se contentar com o que não contenta. Mas é o que tem. Porque o que tinha, fez questão de perder. Só resta ouvir Legião. Isso me traz você de volta. Lembranças boas. Do tempo em que eu ainda era uma criança. E tinha raiva de você. E daquele ar de superioridade. Mas tinha um sorriso... Que saudade daquela paz. Que só o teu sorriso me traz. E por isso ainda existe aquela foto. Faz com que olhe tudo em volta e pergunte: "Teria sido diferente?" Mas os dias e as noites, vêm e vão. Trazendo as horas e levando o tempo. E enquanto isso, vamos celebrar a vida! Não é isso...
Desde os meus 15 anos que eu sonhava contigo e mesmo sem te planejar queria que viesses no mesmo dia que eu vim. Chegaste 01 mês antes e 23 anos depois. E agora quem tem 15 anos és tu! E quem diria que aquele feijãozinho dentro de mim, iria se tornar um rapaz lindo, chato e teimoso? Meu homenzinho! Filho, que às vezes me dá a maior dor de cabeça... Amigo, que me faz rir e acreditar no futuro... Parceiro, que eu posso contar pra todas as horas (principalmente as de perrengue)... De lá pra cá passamos um bocado de coisas, né? Momentos bons e ruins. Algumas lágrimas e maravilhosos sorrisos. E é por isso que hoje mereces os meus parabéns, mais que especial. Simplesmente não porque completas 15 anos e sim, porque são 15 anos que me aguentas como mãe. Peço-te desculpas se não tenho sido a melhor mãe do mundo e se não posso te dar tudo o que queres e o que eu realmente gostaria de te dar. Culpa talvez desse meu jeito “displicente” de ser e de viver. No entanto, acredite, tento ser o melho...
Tão diferentes e tão iguais. E uma amizade tão rara assim nasceu. Uma é fogo. A outra água. Uma tem impulso. A outra a cautela. Uma tem amor à vida. A outra nem tanto. Uma é terra. A outra é etérea. E assim vão se complementando... Enquanto uma dá asas, a outra da pés descalços no chão. O violão dá o ritmo ao vôo da borboleta. A borboleta dá a poesia ao som do violão. P.S.1: Texto criado em 2010 pela comemoração dos 20 anos de amizade entre Ana Paula (a borboleta) e eu (a violão) P.S.2: Foto gentilmente cedida por Chris Brand.
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