Conselho
Não consigo entender esse apego todo que certas pessoas teimam em desenvolver... Juro! Será que elas não acreditam que tudo, mas tudo mesmo, só é eterno enquanto durar? Que você pode amar mas sem possuir? Será que isso é tão difícil de digerir? Eu não consigo entender uma pessoa que aprisiona e acho que entendo muito menos o prisioneiro. Se acostumam nessa relação doentia, que se um dia acabar (e nem pensam nessa possibilidade, embora muitos reclamem de certa falta de ar!), perdem seu chão, ficam sem rumo porque seu caminho, era o caminho daquela pessoa. Eu acho isso tão estranho... Medonho! Será que se tem medo da liberdade? Sentir o gosto suave da brisa passando em seu rosto enquanto se caminha numa praia quase deserta, pensando em si mesmo, é ruim? Porque é assim que sinto minha liberdade... Tenho meus compromissos, enormes assim! Mas não me deixo abater. Eu os encaro com o meu olhar sereno. Um de cada vez. As vezes um pouco todos de uma vez só. Mas ainda sim, sinto-me livre. Porque na verdade, sou livre! Não tenho apego material nem sentimental. E isso não quer dizer que não ame 'minhas' coisas e 'minhas' pessoas. Pelo contrário, as amo tanto que não consigo aprisioná-las. Confuso? Não, claro que não. Uma vez ouvi que não se pode amar ninguém quando não se ama a si mesmo. Foi quando eu olhei para mim. E me amei. Então é isso. Ame-se também!

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