Sonhos coloridos de uma menina monocromática

Eu tenho os olhos doidos, doidos, já vi.
Meus olhos doidos, doidos, são doidos por ti♫ (Nei Lisboa)
Nunca, eu te amo!
Ela defende sempre dessa maneira.
Não que ela não ame, mas que isso não seja necessário dizer.
Amar para ela é muito mais que essas palavras.
Amar é, estar, compreender, brindar, brigar... Viver!
Amar é, sonhar, acreditar, torcer e querer... Querer bem e querer mesmo sem as vezes poder.
Amar é, ceder, lutar, prestigiar, sorrir e chorar... Juntos ou longe.
E ela continua seu caminho solitário, pensando em agridoces palavras e lembrando de olhares e sorrisos infantis, acreditando que ela ama de verdade e é amada da mesma maneira. É porque para ela dizer "eu te amo", perde a graça, perde a magia de sonhar. É como se tivesse alguma disputa e ela tivesse cruzado a linha de chegada. Mas e dai? O que vem depois disso? Alguma premiação e... Só! Acabou... E se acabou não era amor, é o que dizem e é a coisa mais patética que ela já ouviu desse assunto. E também, porque para ela, fica sem graça receber alguma demonstração de carinho (qualquer uma que seja) depois dela dizer "eu te amo" para uma outra pessoa. Fica parecendo troca, não espontaneidade. E esses dias por exemplo, ela anda preocupada com seus (pré)sonhos... Tensos e dramáticos, querem lhe dizer alguma verdade, mas qual? Ela ainda não sabe... E então fica prevenida e atenta com o seu amor, para que nada lhe aconteça, ou melhor, aconteça o que acontecer, ele saiba de que ela está ali no canto dela, esperando que lhe acene a mão. Pois no fundo ela sabe que se precisar de ajuda, ele estará lá do outro lado, pronto para lhe dar algum colo. Mesmo sem nunca ter dito e ouvido "eu te amo." Afinal, isso não é preciso e ela tem certeza disso. Isso para ela, é amor.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Feliz Aniversário

Rita

Velhos tempos