Quando Sofia visitou Bob
Ela se aproxima da janela.
Vê a força do vento nas folhas de uma árvore.
Olha para baixo e observa o ritmo tenso da vida.
Os carros quase parados naquele natural engarrafamento.
E as pessoas de um lado para o outro, como formigas.
Sente aquele calor quase insuportável.
E acha tudo aquilo lindo.
Admirada, pensa: "Há uma vida lá fora e eu aqui... Presa dentro de mim!"
Por um breve descuido, deprime-se.
Bate os pés no chão, feito birra de criança.
Tem vontade de chorar.
Tem vontade de dar um tapa na própria cara e sair correndo.
Fugir de tudo e de todos e viver a vida. Essa vida lá de fora.
Mas logo volta a sua lucidez.
Pensa nas suas responsabilidades: trabalho, casa, família...
E acredita que todos são assim, aparentemente livres.
Mas no fundo, são engaiolados numa prisão sem paredes.
Assim como ela.
Porém, ela tem uma rota de fuga: seus sonhos.
E através deles ela conhece outras possibilidades.
E quando está cheia de si (e dele), sonha e deixa um recado na porta da geladeira:
"Não escrevo para te agradar, mas para esvaziar-me de mim!"

Escrever e colocar para fora tudo de verdadeiro... Seja bom ou ruim, sutil ou agressivo... O importante mesmo é não perder a essência, afinal, é ela que nos define.
ResponderExcluirGostei do texto :)
Escrever é também compartilhar, não? Em linhas tortas, retas ou ambíguas, eu gosto de passar por aqui, só pra ler você.
ResponderExcluirGostei do texto.