Um quê... De que?
Sabe, hoje seria um dia comum
Foi um dia comum
Acordei e fiz minha rotina
Liguei para minha amiga
E conversamos sobre poetas e poesia
(Então eu disse: "Quando alguém musicar o que eu escrevo, ai sim, a partir desse dia me considerarei poetisa. Até lá não passarei de uma mera amante da escrita"
E ela responde: "Lindo isso o que você falou... Isso já é poesia!")
Passei o resto do dia a pensar sobre esse trecho de diálogo...
E já no fim do dia fui tomada por certa euforia
Foi tão forte e tão rápida
Que fiquei atordoada
Mas logo se transformou em tristeza
Aquela tristeza que sempre me acompanha
Me persegue desde a infância
Me faz sentir pequena e desprezada
Diante dos que mais amei na vida
Tristeza que nem sempre é minha
Tristeza que como um anjo me abraça e me consola
Só ela me entende
Um vazio cheio de nada
Sentimento de perda
Vontade de sumir
Que ninguém me veja
De não ver ninguém
Afinal quem vai notar minha ausência?
Se tenho alguma poesia dentro de mim
Devo a essa tristeza
E não deve ser à toa que meus poetas favoritos são tristes
Amam calados
Se sentem diferentes e incompreendidos
E sorriem assim mesmo
Trazem consigo a incrível capacidade
De acreditar num bonito futuro
No amor e na lealdade do parceiro
E acima de tudo
Conseguem transformar toda essa dor
Esse peso enorme que carregam
Em leves poesias
Conseguem ver o belo
Onde a maioria das pessoas só vêem o feio
E que ninguém quer
E eu acho que é assim
Sou um pouco assim também
Então se sou poetisa
É porque consigo ver a poesia de minha dor
Pois sou ela
E como ninguém nos quer como somos
Nos poetisamos
E então o mundo começa a nos notar
E começa a nos gostar
Porque poesia é lindo
Tristeza não
Mas esse mesmo mundo parece
Ainda não perceber que a poesia
É a tristeza vestida de beleza
Foi um dia comum
Acordei e fiz minha rotina
Liguei para minha amiga
E conversamos sobre poetas e poesia
(Então eu disse: "Quando alguém musicar o que eu escrevo, ai sim, a partir desse dia me considerarei poetisa. Até lá não passarei de uma mera amante da escrita"
E ela responde: "Lindo isso o que você falou... Isso já é poesia!")
Passei o resto do dia a pensar sobre esse trecho de diálogo...
E já no fim do dia fui tomada por certa euforia
Foi tão forte e tão rápida
Que fiquei atordoada
Mas logo se transformou em tristeza
Aquela tristeza que sempre me acompanha
Me persegue desde a infância
Me faz sentir pequena e desprezada
Diante dos que mais amei na vida
Tristeza que nem sempre é minha
Tristeza que como um anjo me abraça e me consola
Só ela me entende
Um vazio cheio de nada
Sentimento de perda
Vontade de sumir
Que ninguém me veja
De não ver ninguém
Afinal quem vai notar minha ausência?
Se tenho alguma poesia dentro de mim
Devo a essa tristeza
E não deve ser à toa que meus poetas favoritos são tristes
Amam calados
Se sentem diferentes e incompreendidos
E sorriem assim mesmo
Trazem consigo a incrível capacidade
De acreditar num bonito futuro
No amor e na lealdade do parceiro
E acima de tudo
Conseguem transformar toda essa dor
Esse peso enorme que carregam
Em leves poesias
Conseguem ver o belo
Onde a maioria das pessoas só vêem o feio
E que ninguém quer
E eu acho que é assim
Sou um pouco assim também
Então se sou poetisa
É porque consigo ver a poesia de minha dor
Pois sou ela
E como ninguém nos quer como somos
Nos poetisamos
E então o mundo começa a nos notar
E começa a nos gostar
Porque poesia é lindo
Tristeza não
Mas esse mesmo mundo parece
Ainda não perceber que a poesia
É a tristeza vestida de beleza

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