Ciranda
Não se preocupe, se a saudade de novo bater, volto a te escrever.
Mas por enquanto vou ficando por aqui, no meu canto, observando.
É bom amar, é bom ser amada, mesmo quando isso não acontece simultaneamente.
A vida realmente é como a Quadrilha de Drummond.
Pessoas são corações.
Corações em que eu quis fazer ninho.
Corações que me aninharam.
Corações que eu sem querer fui dona (e ainda sou).
Corações que eu quis entrar e não me deixaram.
Preciso confessar que gosto de saber que sou a inspiração de alguém.
Porém preciso confessar mais ainda, que só entendi a grandeza da inspiração, quando eu amei um outro alguém.
Agora entendo que para gostar, não precisa ter.
Basta sentir um ao outro.
Dois serem apenas um, em pensamento.
Uma só energia em vários sentimentos.
Há vários amores.
Várias formas de gostar.
São tantas vidas numa só vida.
Para que se fechar então?
Por que enxergar apenas o que a visão nos permite?
Quero ser todos os sentidos!
Inalar música.
Ouvir poesia.
Tocar as cores.
Ver os abstratos.
Provar o sabor do tempo.
Tentar ser feliz, mesmo que seja só um pouco.
No meu momento, aqui sozinha, perdida entre meus pensamentos.
Pensando se, quem eu penso pensa em mim.
E se quem pensa em mim, pensa no que eu penso.

Comentários
Postar um comentário