Dias de chuva.



E assim, debaixo de chuva, vieste me ver, passando a morar em mim.
Um menino sem voz, sem nome, sem cheiro.
E com o rosto embaçado, pela curva do tempo, no meio da estrada.
Tentando se esquecer de ser, para lembrar de ter, ficaste ali, perdido...
Encontrando em mim, teu reflexo, vives agora habitando meus sonhos e pensamentos.
Na esperança de um dia teres a voz, o nome, o cheiro e o rosto bem definido pelos toques da mão da vida.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Feliz Aniversário

Rita

Velhos tempos