Uma pequena homenagem à década de 90
Pra ser sincero, a revolta dos Dândis me causa um certo alívio imediato. Tudo porque toda forma de poder termina em qualquer piano bar ou em uma pose para 3x4. É que nessa terra de gigantes, tenho 3 minutos e 10.000 destinos na infinita highway, onde escuto um refrão de bolero que diz que somos quem podemos ser; eu que não amo mais você e você que era um garoto como eu que amava os Beatles e os Rolling Stones. E assim fomos até o fim nessa perfeita simetria e depois de nós o Papa é pop. Mas na vida real, o preço das armas químicas e poemas, são em outras frequências de fé. E enquanto isso, eu com essa minha complicada mania de gostar de pessoa mais complicada ainda, como um Dom Quixote, apresento-me: "Muito prazer, meu nome é otário." Portanto, nada de excessos, senão o tudo vira tédio... Mas e quando o excesso é você? Como fica? Como meus dramas e eu ficamos?
P.S.: mini-texto composto basicamente com títulos de músicas dos Engenheiros do Hawaii, para quem quiser ouvi-las, bastar clicar no link ;)

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