Outras palavras de uma noite que não teve luar
Depois que você foi embora, fez-se noite no viver dela e mais uma vez os dias se tornaram cinzas. Mesmo assim ela estava decidida a recomeçar uma outra vez. Seguiu em frente, sem (muitas) vontades, sorriu e conheceu outros mundos. Achou que daria para se levantar novamente.
Mas ontem... Aquele dia foi ímpar! De repente ela sentiu saudades sua e relembrou tudo o que acontecera até a despedida (que não foi como o esperado. Aliás, nunca se espera um adeus.) e do que ela fez depois. Precisava então sair, ver o rio ou ser iluminada pelo luar. Tinha que andar sem rumo e ver as pessoas perdidas em seus cotidianos. Ouvir um bom e pesado rock. Tomar um sorvete pois aquelas horas tornaram a vida amarga demais, Todavia, naquele dia não haveria chuva que a animasse. Por isso, tentou manter a sua nova rotina mas não conseguiu por muito tempo.
Foi para aula e não conseguiu estar lá. Perdida de si, suas palavras estavam desconexas naquela noite e descumpriu a sua promessa do ano: não assistiu as aulas. Saiu para uma armadilha inconsciente, haja vista que ela tem se punido todos os dias - guardadas as suas proporções, tal qual Silas em O Código Da Vinci - desde que você partiu. Resolveu degustar algo da culinária árabe com um refrigerante de limão (sim, ela quer boicotar aquele refirgerante de cola que ela adora) ao som de Queen.
Quando deu por si, pensou: "Como esquecer que você me esqueceu? Ou melhor, como esquecer que você um dia existiu?" Na verdade, o que ela queria era só ler você mais uma vez. Talvez lhe contar a grande novidade que tem a torturado tanto: palavras cortantes e imundas; ideias deturpadas sobre pessoas (ela mesma, no caso), ideiais e sentimentos. E que, como tudo na vida tem um lado bom, há novidades boas, como por exemplo ter conhecido o mais belo sorriso de todos os tempos, desde que você se foi, e que tem dado um certo brilho especial ao olhar dela, mesmo ela recitando mentalmente aqueles versos tristes de Neruda que ela tanto ama.
Não, ela não quer se apaixonar de novo. No momento ela quer voltar para si e se redescobrir. Por isso a sua futura tatuagem será aquela fênix. Lembra? Pois é. Mas ontem a noite não teve luar e não havia chuva que a animasse naquele dia, porque ela sentiu você e a saudade bateu mais forte. Ela teve que chorar (e muito) na cama que é lugar quente e nada como um dia após o outro com uma noite no meio. E hoje ela amanheceu melhor e sabe que tem continuar. Afinal ela se sente que é um tanto bem maior que tudo isso. E a sua ausência faz crescer uma louca esperança nela de que um dia suas vidas possam finalmente se encontrar até porque enquanto estiver você do outro lado, aqui do outro ela consegue se orientar e todas essas palavras toscas que ela tem lido em segredo serão apagadas pelo tempo diante da felicidade que ela tem de ser quem é. Mesmo pagando um preço alto por isso.
Mas ontem... Aquele dia foi ímpar! De repente ela sentiu saudades sua e relembrou tudo o que acontecera até a despedida (que não foi como o esperado. Aliás, nunca se espera um adeus.) e do que ela fez depois. Precisava então sair, ver o rio ou ser iluminada pelo luar. Tinha que andar sem rumo e ver as pessoas perdidas em seus cotidianos. Ouvir um bom e pesado rock. Tomar um sorvete pois aquelas horas tornaram a vida amarga demais, Todavia, naquele dia não haveria chuva que a animasse. Por isso, tentou manter a sua nova rotina mas não conseguiu por muito tempo.
Foi para aula e não conseguiu estar lá. Perdida de si, suas palavras estavam desconexas naquela noite e descumpriu a sua promessa do ano: não assistiu as aulas. Saiu para uma armadilha inconsciente, haja vista que ela tem se punido todos os dias - guardadas as suas proporções, tal qual Silas em O Código Da Vinci - desde que você partiu. Resolveu degustar algo da culinária árabe com um refrigerante de limão (sim, ela quer boicotar aquele refirgerante de cola que ela adora) ao som de Queen.
Quando deu por si, pensou: "Como esquecer que você me esqueceu? Ou melhor, como esquecer que você um dia existiu?" Na verdade, o que ela queria era só ler você mais uma vez. Talvez lhe contar a grande novidade que tem a torturado tanto: palavras cortantes e imundas; ideias deturpadas sobre pessoas (ela mesma, no caso), ideiais e sentimentos. E que, como tudo na vida tem um lado bom, há novidades boas, como por exemplo ter conhecido o mais belo sorriso de todos os tempos, desde que você se foi, e que tem dado um certo brilho especial ao olhar dela, mesmo ela recitando mentalmente aqueles versos tristes de Neruda que ela tanto ama.
Não, ela não quer se apaixonar de novo. No momento ela quer voltar para si e se redescobrir. Por isso a sua futura tatuagem será aquela fênix. Lembra? Pois é. Mas ontem a noite não teve luar e não havia chuva que a animasse naquele dia, porque ela sentiu você e a saudade bateu mais forte. Ela teve que chorar (e muito) na cama que é lugar quente e nada como um dia após o outro com uma noite no meio. E hoje ela amanheceu melhor e sabe que tem continuar. Afinal ela se sente que é um tanto bem maior que tudo isso. E a sua ausência faz crescer uma louca esperança nela de que um dia suas vidas possam finalmente se encontrar até porque enquanto estiver você do outro lado, aqui do outro ela consegue se orientar e todas essas palavras toscas que ela tem lido em segredo serão apagadas pelo tempo diante da felicidade que ela tem de ser quem é. Mesmo pagando um preço alto por isso.

E para quem quiser ouvir: Brilha onde estiver
Comentários
Postar um comentário