Sobre a conversa de ontem a noite
Saiu e seguiu como sempre. Todos os dias. Sua rotina, sem muita rotina. E como sempre riu de muita coisa, mesmo daquelas que não deveria ter rido. Falou algumas besteiras. Observou bastante e ficou a maior parte do tempo calada.
As palavras somem de vez em quando. Fica atônita por saber o que quer e não saber como dizer. Chora. Corre. Foge. Quando finalmente, se sente segura no refúgio de seu mundo, um lugar escuro onde só ela é capaz de iluminar - só ela sabe onde fica o interruptor - ela escreve... Escreve horas a fio, reinventa suas verdades, brinca com suas mentiras.
Aliviada de suas tensões, na maioria das vezes rasga todos aqueles papéis. As vezes ela envia e-mails com a seguinte observação: "Não é necessário responder. Mas caso queiras, faças assim; se for para criticar que seja pessoalmente, preciso ver teus olhos brigando comigo. Mas se for para elogiar, só precisas me abraçar - porque de outro modo nunca terei certeza do que dizes."

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