Conclusões do óbvio
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| Imagem original (sem a frase) de: Patrícia Parentau. Retirada do blog da Milla. |
... Ultimamente sua tristeza tem sido maior do que antes. E ela sabe bem porque. Mudou de rumo. Deixou aquele passado de lado. Acertou novos planos. Olhou para o alvo e seguiu em frente. Por um breve tempo respirou tranquila. Mas mesmo assim estava tudo estranho. Havia algo suspenso no ar. Ela não sabe bem ao certo dizer o quê. Aliás, ela nem sabe o que a vida lhe reserva. Ela só não acredita mais na possibilidade de ser feliz um dia. Não como ela pensa em ser feliz. Não, não é que ela esteja sendo pessimista. Ela apenas sabe que desperdiçou grandes oportunidades. Histórias mal concluídas que deixou no meio de algum caminho, na esperança de em um futuro próximo voltar e continuar. Acontece que esse futuro, ao que lhe parece, chegou e para sua surpresa, não foi como ela imaginou. Não por maldade, mas simplesmente porque ela esqueceu de contar com um simples detalhe: não era possível determinar a trilha daquelas outras pessoas. Porque iriam ficar ali, naquele ponto, esperando por ela? Não tinha sentido isso... E assim, essa novidade lhe abateu de forma profunda. Ali, naquela hora, ela acordou e não gostou nada do que viu. Mas ela não quer o mal. Mas também, não quer o bem. Somente que a vida siga normalmente como sempre foi... A partir de agora, deseja apenas que todos caminhem por estradas, tal qual ela caminhou. Se o percurso deles for iluminado ou escuro, não cabe (e nunca coube) a ela decidir e talvez nem sonhar. Porque quando ela escolheu por onde andar, também não saberia se iria sorrir ou chorar. E provavelmente também ninguém saberia. O que hoje ela carrega dentro de si, é somente uma certeza: a responsabilidade de suas escolhas. E o que hoje vive é porque em alguma encruzilhada ela decidiu entre dobrar à esquerda ou à direita ou ir em frente... Ela riu por alguns momentos e em outros ela chorou bastante. Mas tudo foi vivido por ela como ela achou que tinha de ser. Se construiu através desses passos. Criou fortalezas e hoje vê as outras opções não escolhidas por ela, pela janela - e com um certo carinho sorrir com aquela tristeza que lhe é peculiar - se decidindo em outros projetos. Ela tem vontade de ir até lá e dizer o que sabe e o que viu... Mas no fim, prefere ficar longe, assistindo a tudo só para depois concluir o que já era óbvio...

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