Confusões em mim
Então quer saber o que penso? Se você tiver um tempo para parar e pensar, evite-o. Pois a gente nem sempre pensa de maneira certa...
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| "E agora, José? E agora, você?" (Carlos Drummond de Andrade) |
Não, não quero dizer que não é bom pensar, mas sim como pensar. Quer um exemplo? Sempre achei super sem graça viver. Assim, quando olho para mim e vejo uma pessoa que acorda, trabalha (e muito), come e dorme (sempre que pode, quando pode e até quando pode) todos os dias, é triste... Falta algo e esse algo eu ainda não sei (ou sei e não quero aceitar). Pareço qualquer outro animal dito por irracional... Pois bem, tenho esse achismo desde criança e hoje esse achismo virou uma certeza cômoda, quando escutei de um outro alguém: "Trabalho para sustentar a D. Maria (Supermercados Formosa) e o seu Fernando (Y. Yamada).
Ouvi aquilo, ri e pensei: "ué, faço o mesmo pois afinal tenho que comer e entre outras coisas, deixo por lá, quase todo o meu salário." E quando penso que estou me conformando com isso, vem a notícia que minha filha tem que tomar hormônio para o crescimento durante dois anos (no mínimo) e que durante esse período, todo mês tenho que desembolsar quase a metade do que ganho, caso não consiga entrar no programa do SUS. O problema é que há três meses sem sucesso eu venho tentando e dai a pergunta que não quer calar: Continuo tentando por um direito que é nosso (meu e dela) e enquanto isso o tempo vai passando ou desisto e desembolso essa quantidade 'simbólica' e privo toda a minha família por, pelo menos 02 anos, de determinados privilégios e não perco mais tempo? Eu ainda não sei o que fazer, além de cálculos e mais cálculos. Mas tenho que tomar uma decisão, afinal, o tempo continua passando e ele não tem tempo de esperar minha resposta.
O fato é que apesar de tudo, sempre tenho alguma esperança. É, algo me diz lá no meu interior, sem muita certeza é claro, de que tudo vai dar certo. São meus sonhos, minhas nuvens, minhas palavras que oras são breves poesias, noutras textos dramáticos. Acredito que passamos por aquilo que escolhemos passar. Por isso não culpo nada nem ninguém. Esse é a minha estrada, minha vida.
Da mesma forma é o meu amor. Amo de um jeito tão estranho. E sei que você sabe disso. Tanto sabe que decidiu ir por outros caminhos e tem outros projetos, mas sabe que onde quer que esteja, estarei junto. E vice-versa.
E vou assim, escrevendo de maneira torta minha história. E quem quiser que um dia a conte para servir de exemplo do que se deve e do que não se deve fazer.
E que no final, sejamos todos felizes... Para sempre!
Não é o que diz o poeta quando canta: "É a vida, é bonita. E é bonita..."?

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