Espírito
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♫Não é você, nem sou mais eu. Adeus meu bem.
Adeus! Adeus! Você mudou, mudei também♫
(S. Brito / T. Neto)
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Vou me assumindo, me mostrando.
E para isso vou abrindo velhas portas.
Portas de velhos baús.
Baús empoeirados, cheios de memórias...
Recentemente, nessa busca, abri um.
Nossa... Que sensação estranha!
Lembrei de uma pessoa, de um sentimento, de uma história...
Tão distante... E de repente tão próxima!
Vivi toda aquela época naquele instante...
Não que estivesse esquecido desse capítulo da minha vida,
mas foi diferente.
Lembrei de sua real importância e de que houve um ponto.
Mas terá sido final?
Como será que está?
Lembra de mim?
Pensa em mim?
O que mudou naquela rota, a partir daquele ponto?
E comigo, o que terá acontecido de lá pra cá?
Parei e pensei...
Será que se tornasse esse meu passado, o meu atual presente,
melhoria meu futuro?
Alegraria minha vida tão ultimamente pacata?
Não sei... Só sei que depois dessa porta aberta e espanado o
baú, tive alguns espirros.
E ainda tenho os olhos ardidos pela alergia à poeira.
Mexeu comigo em todos os aspectos.
Lembrei dos meus erros e omissões.
Do que deixei pra trás, no meio do caminho e o que eu trouxe
comigo.
Vi como está hoje minha vida e de que ainda tenho muitos
baús para abrir...
Aos poucos vou me revelando.
Vou me assumindo, me mostrando.
E assim vou me gostando.
E mostrando para o mundo que, haja o que houver, ele tem que
me aceitar.
Assim como vou lhe aceitando...

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