Pequenos gestos de delicadeza

E ela mais uma vez, sentiu a tristeza em volta dele.
E foi conversar.
E descobriu o seu não sonhar.
E resolveu fazer uma surpresa.
Comprou papel e envelope.
E escreveu-lhe um 'poema'.
"É início de mês
E sinto no ar
A novidade chegando
Ela tem um gosto forte
Um cheiro quente
E traz nas suas cores
A simplicidade
do preto e branco!
E para comemorar
Vamos um Cappuccino tomar?"
Passou num café.
Pediu dois para viagem.
Embalou tudo com carinho.
Juntou o envelope.
E foi lhe entregar.
E chegou.
E o chamou.
E foi bem recebida.
Com um olhar sincero.
E um sorriso acolhedor.
Agradecida, pediu-lhe um abraço.
E ganhou.
Ganhou também um beijo.
E se olharam.
E se sorriram.
Ela lhe entregou o envelope.
Ele leu. Agradeceu.
Mas recusou convite.
O local não era adequado.
Era hora do trabalho.
E tinha muita gente.
Ela já sabia que isso aconteceria.
Por isso só foi lá entregar.
O dela, ela começara a tomar.
E sentaram.
E conversaram um pouco.
Mas tinham que se despedir.
Ele tinha que trabalhar.
E ela tinha que ir.
E mais uma vez se olharam.
E mais uma vez se sorriram.
E ela ganhou mais um abraço.
E mais um beijo também.
Ela queria beijá-lo também.
Mas o local não era adequado.
No entanto ela o abraçou.
Apertou-o com cuidado.
Para não desarrumá-lo.
E fechou os olhos.
E sentiu aquele momento.
De todas as maneiras possíveis.
Porque não sabe quando vai revê-lo.
E ela fez tudo isso com um objetivo.
Mostrar a ele que ainda se é possível, sonhar.
Por que por mais dura que a realidade seja, é nos pequenos gestos de delicadeza, que se encontra a porta para os grandes sonhos.

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