Claves da Gaveta - Meu agradecimento, minha homenagem

 
 (Ó que bonitinho! Concentradamente distraído,usando um all star.)

Conheci o trabalho de Fernando Anitelli, através de O Teatro Mágico. Foi de forma bem inusitada. Fui atrás de informações por pura curiosidade vinda depois de ouvir um comentário de um fã. Diferente de tudo o que já aconteceu na minha "vida musical" pirmeiro fui atrás da história, depois é que eu fui ouvir as músicas. Confesso que fiquei um pouco apreensiva. Pensei: "Será que é tão bom assim?". E não é que é? Pelo menos eu adorei. Juntou tudo o que eu gosto numa coisa só. De lá pra cá, coincidência ou não, muita coisa mudou em minha vida. Senti vontade de viver de novo. A voz dele me acalma e me reanima. É dela que tiro a coragem de olhar para a vida. Seu jogo com as palavras, parafraseando uma amiga minha, é como uma teia que me envolve e me prende como uma mosca. E esse conjunto (voz e palavras) me fazem relembrar de alguma forma Renato Russo. Aliás, hoje Fernando disputa ou melhor, fica empatado em 1º lugar com Renato na minha lista de preferidos. Hoje quero aqui agradecê-lo, pelo seu trabalho, pois graças a ele eu fiz uma grande descoberta: "A DOR" Não me perguntem como e o porque, mas foi por intermédio do TM que tudo começou... Pela primeira vez na vida, choro por que descobri que tenho um coração que embora pareça não bater, tem apanhado muito nesses últimos dias. Encontro-me em queda livre, sem paraquedas e eu ainda não sei bem se pulei ou se me jogaram da pedra mais alta. Tampouco sei se irei cair no chão ou mar. Só posso ter certeza de uma coisa, uma hora a queda termina e dependendo de como eu cair, saberei como isso tudo começou. E quando cair, seja lá como, eu vou sobreviver. Posso ficar toda quebrada ou ter alguns arranhões. Mas tudo passa e eu vou ficar curada. Pronta para mais um salto. E de novo, de novo, de novo. Ciclos da vida. Isso é viver! E enquanto eu tiver por aqui, vou deixar meu coração apanhar e de vez em quando bater. As vezes ele baterá rápido, alto como um grito de socorro, outras vezes, será lento, baixinho, quieto no canto. Mas vou viver mais intesamente tudo o que tiver de ser vivido, como por exemplo, o show Claves da gaveta, se um dia vier pra cá. Farei de tudo, de novo, para estar lá. Vou embaixo de chuva, piso na lama, vou me espremendo pelo público até chegar ali, bem na frente do palco. Talvez ele nem me veja. Aliás, acredito que ele nem se lembra mais de mim. Estive no seu show final do ano passado lá no Hangar e dei até um souvenir para ele como lembrança. Talvez ele nem o tenha mais. São muitos os fãs, muitas histórias, não dá para lembrar de todas. Talvez ele nem leia esse texto. Mas isso não tem a menor importância. É claro que eu adoraria ter uma reciprocidade, mas quem sou eu? Uma pobre leiga musical, grande admiradora do seu trabalho, que simplesmente escuta música com os ouvidos do coração para depois adequar a trilha sonora certa para cada situação da vida. Talvez nem haja esse futuro show aqui. Mas se houver, com certeza será o melhor de toda a minha vida. Talvez eu ria de felicidade. Talvez nem durma na noite anterior. Mas sem sombra de dúvidas irei chorar muito principalmente se Fernando recitar Fernando, meu Deus, momento único. Os dois Fernandos da minha vida em um só tempo. Mas caso esse show não chegue por aqui, ainda bem que existe a internet! Porque quando sair o cd pela http://tramavirtual.uol.com.br/artistas/fernandoanitelli em abril (Êba! Presente de aniversário! E até agora, uma das duas músicas disponíveis para baixar e/ou escutar é Perto de você: http://tramavirtual.uol.com.br/musica/tocar/350059/ ), vou baixar tudo e depois verei os videos. Ai, fecharei os olhos e montarem meu showzinho particular, do jeitinho que eu sonho como será, caso ele venha para cá. E enquanto isso vou me curando das febres e temperando cada vez mais os meus sonhos. Esperando o término da minha queda livre e assim tirar uma conclusão de tudo. Se é que existe conclusões para sentimentos.

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