Medo
Tenho medo do escuro.
Não do escuro em si, mas do que ele esconde e não me mostra.
Fico nervosa, ansiosa por não ver o chão.
Preciso saber onde piso para poder andar.
Sem poder ver as paredes, onde posso me apoiar?
E do escuro, muitos animais se utilizam.
Insetos, bichos pequenos, bichos grandes.
Uns inofensivos. Outros nem tanto.
E alguns me assustam tanto...
E hoje eu me olho e me percebo como uma criança.
Não cresci, não amadureci meus sentimentos.
Passei a vida preocupada em não magoar os outros, esquecendo que eles na maioria das vezes iriam me atropelar depois.
Já me machuquei tanto.
Há feridas que sangram até agora.
Outras cicatrizaram e deixaram marcas para que eu nunca esquecesse.
E em função delas e daquelas é que traduzo toda e qualquer relação humana em um lugar escuro.
Pode ser uma caverna ou um túnel sem luz no seu fim.
Fiquei com medo das pessoas.
E de uns tempos para cá, continuo preocupada em não machucá-las porém, não quero mais sofrer.
Tenho medo de quebrar a cara. De novo.
Como cada pessoa é um universo, não tenho como saber o que se passa dentro de cada um.
Além disso há momentos em que o corpo fala uma coisa mas a mente diz outra.
Se é para ferir ou se é por medo também, eu não sei...
Só sei que, cada vez que alguém se aproxima de mim, é como se eu estivesse entrando em uma caverna.
Não sei o que vou encontrar lá dentro.
E para isso preciso então de uma lanterna.
Uma luz, algo que eu possa enxergar o meu pés e caminhar.
Posso ajudar, mas preciso de ajuda também.
Eu só preciso de uma direção, que o caminho eu mesma faço.
Mas esse norte precisa ser concreto, reto, direto.
Caso contrário continuo perdida em relação ao outro lado.
É que agora, na faixa dos meus trinta e poucos anos, tenho que deixar de ser menina e passar a ser mulher.
E eu não sei como se faz isso.
É frustante! É eu sei...
Mas por causa desse medo infantil do escuro, nunca andei sozinha.
Sempre fui guiada.
As vezes nem sabiam que me guiavam, porque eu ia no rumo sem ser muito notada.
E o resultado disso é que a cada dia que passa, sei o quanto é necessário, tomar as rédeas da minha vida.
E eu continuo com medo.
Não do escuro em si, mas do que ele esconde e não me mostra.
Fico nervosa, ansiosa por não ver o chão.
Preciso saber onde piso para poder andar.
Sem poder ver as paredes, onde posso me apoiar?
E do escuro, muitos animais se utilizam.
Insetos, bichos pequenos, bichos grandes.
Uns inofensivos. Outros nem tanto.
E alguns me assustam tanto...
E hoje eu me olho e me percebo como uma criança.
Não cresci, não amadureci meus sentimentos.
Passei a vida preocupada em não magoar os outros, esquecendo que eles na maioria das vezes iriam me atropelar depois.
Já me machuquei tanto.
Há feridas que sangram até agora.
Outras cicatrizaram e deixaram marcas para que eu nunca esquecesse.
E em função delas e daquelas é que traduzo toda e qualquer relação humana em um lugar escuro.
Pode ser uma caverna ou um túnel sem luz no seu fim.
Fiquei com medo das pessoas.
E de uns tempos para cá, continuo preocupada em não machucá-las porém, não quero mais sofrer.
Tenho medo de quebrar a cara. De novo.
Como cada pessoa é um universo, não tenho como saber o que se passa dentro de cada um.
Além disso há momentos em que o corpo fala uma coisa mas a mente diz outra.
Se é para ferir ou se é por medo também, eu não sei...
Só sei que, cada vez que alguém se aproxima de mim, é como se eu estivesse entrando em uma caverna.
Não sei o que vou encontrar lá dentro.
E para isso preciso então de uma lanterna.
Uma luz, algo que eu possa enxergar o meu pés e caminhar.
Posso ajudar, mas preciso de ajuda também.
Eu só preciso de uma direção, que o caminho eu mesma faço.
Mas esse norte precisa ser concreto, reto, direto.
Caso contrário continuo perdida em relação ao outro lado.
É que agora, na faixa dos meus trinta e poucos anos, tenho que deixar de ser menina e passar a ser mulher.
E eu não sei como se faz isso.
É frustante! É eu sei...
Mas por causa desse medo infantil do escuro, nunca andei sozinha.
Sempre fui guiada.
As vezes nem sabiam que me guiavam, porque eu ia no rumo sem ser muito notada.
E o resultado disso é que a cada dia que passa, sei o quanto é necessário, tomar as rédeas da minha vida.
E eu continuo com medo.
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